É triste o desfecho que essa estória tomou, sabe, se derretendo em lágrimas de ambos os lados. Foi como se nossa estória, nossa vivência, tivesse se derretendo junto aos nossos olhos ali naquela sala da Av. Brigadeiro, em cima do puff, da cadeira, da garrafa de cerveja mexicana, do copo de requeijao cheio de vinho, ao som do reggae da banda Mato Seco. Uma amiga escreveu uma vez que o adeus é uma mão apertada de tchau. Tchau, tchau, tchau, tchau, tchau. Quantas vezes a gente precisa dizer a palavra pra vesti-la de verdade em nosso coraçao? Desde entao fiquei na cabeça com aquela sua forte imagem, do lado de dentro do prédio, atrás das grades grossas e trancadas, suas mãos apoiadas na barra, os seus olhos vermelhos apoiados aos meus. Perguntei se voce queria abrir e me abraçar uma ultima vez e as palavras nem mais saíam de sua boca. Porque, fiquei pensando, porque, é só um abraço, é só abrir o portão, só um minutinho, mas nao era só isso, era? Aquele portão era a distancia que voce tinha planejado pra gente. O seu perímetro de segurança, a pele que matém preso o vôo do pássaro tatuado. E meus botões que já estavam desabotoados de dor a essa hora, já nem conseguiam prender qualquer coisa minha. Da calçada para o taxi e para casa, eu fui perdendo pedaços pelo caminho.
sábado, 8 de novembro de 2014
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
la llorona
Hj já nao te seguro mais com os olhos, nem os braços e nem o coraçao. Se olharmos o azul por muito tempo, lá distante sobem dois pássaros, eu e voce, numa outra vida.
velharia
E se eu te segurar com os olhos, em quantos minutos de um segundo você vai me escapulir pelas pálpebras?
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