Nó sobre nó, foi embolando-se os cabelos, amassando fio com fio que depois viraria corda. Puxou-os mais pra baixo, a raiz já saindo escura, e os cachos, o enlaço, ajudaram-na a prender o resto do corte. Pesava-lhe a nuca pontuda de coque e os fios confiados (confinados) neles mesmos. Segurava tudo tão firme, tão perto das orelhas, para, de propósito, enfeitá-las de eco. E quando o cabelo escorreu-lhe o pescoço, fechando ali o último laço, percebeu-se diante do único salve: rasparia tudo!
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário