Estirou os braços desenhados e amarrou alto na cabeça um coque. -solta ele, é bonito assim, eu disse. me olhou pensativa e disse que se gostava daquele jeito, presa, no alto da cabeça, pois pesquisara outros tipos de amarrar fios e o coque no cume do cranio era seu penteado preferido. gostava dos cabelos (e relacionamentos) longos num vermelho suave - a largura dos fios permitia a ela esticar nos olhos sua presença do presente até futuro, e o vermelho suave a lembrava suas vivências e dores, e a mantinha viva. -você fica linda de cabelo solto, solte ele pra mim, insisti. ela buscou mais um grampo na gaveta, me resmungou que voltasse em dez anos e terminou de prender o fiozinho negro que se caía por trás da orelha.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário