domingo, 6 de setembro de 2009

Noutra instância.

Diz-se que a mentira tem pernas curtas, porém a mentira que eu conheço possui as coxas e canelas mais compridas que já vi. Eu a conheci em um dia claro de chuva, no tempo da terra quadrada e sol azul, sem forma. Naquela época, a água era negra como a noite de hoje e só era possível alimentar-se de uma coisa: o coração.
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Hoje, o mundo anda plantando bananeira. O sentimento ainda é combustível universal, mas consumi-lo de ponta-cabeça é tão difícil, tão inusitado, que as pessoas simplesmente se esquecem de bebê-lo. É por isso, talvez, que a água aqui é tão limpa. Dizem que a culpa é do cloro, pois veja, naquela instância outra não havia tal necessidade.

Um comentário:

  1. Amiga, putz vc esta sumida, estou com uma imensa saudade e vc, e sem entender porque os seus celulares andam desligados, e quando vim visitar seu blog notei que as mensagens neles transmitidas nao esta nada felizes ... beijos
    com muita saudade e preocupação
    Daniel

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