sábado, 6 de fevereiro de 2010

sina

Retribuiu o afago para que não a deixasse em companhia de seus pensamentos. Esperava que o carinho refletido soasse um pedido de socorro, então contornou o braço e o antebraço com as pontas mais gentis dos dedos. E não precisaria soar, seria sino sem pino. Guardou nas unhas a crueldade etilênica que sempre atacava-a as frutas. E se coçava aquela pele, era um pedido de atenção. Pois o pensamento, contorcendo-a, roubava dos panos toda a água e era assim que ela os entregava, leves.

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