Tinha também no lombo de cada pé dois cavalos com nomes de libido e idade. Prendia-os à redea das falanges e gritava "liberdade" para que trotassem. As unhas no ar faziam o barulho dos cascos, que deixavam suor de sujeira no canto dos dedos. Usava sapatilhas azuis para escondê-los, mas suas crinas escapavam pelos tornozelos e se cresciam como fita abraçada às pernas. Brancas, delicadas, visíveis.
Eu via os cavalos brotando das solas, empinando passos relinchados de dança. O galope, o golpe, eu prendia dentro.
Eu via os cavalos brotando das solas, empinando passos relinchados de dança. O galope, o golpe, eu prendia dentro.
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