Hoje, vi a lua nascer vermelha-laranja, por debaixo do céu. Veio como um trem que estica seu desejo de trilha na luz do farol. Primeiro, iluminou as núvens baixas com um branco que era quase preto, de tão fraco; que era uma vontade, educando-se para, ali mesmo, não se explodir. Piuí, gritou o foguete redondo, enquanto se espremia por espaço no horizonte. Empurrou o céu pra cima do mar, que, apertado, lançou ondas fortes na praia. Ninguém ousava perder tamanho - nem meus olhos, aquecidos de beleza, e nem meus pés, agora molhados de céu e de lua.
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