Porque o que tinha dentro sempre palpitava, é que o entregava sempre sem muita prosa. Achava que o movimento do vai-e-vem era feito forma falatória e entre cada tum, achava-se ali impulso frustrado. Faltava-lhe coragem pra sair. E ao final do tum-tum, recolhia-se em cansaço fatigado. Por causa disso, desse entendimento tão certo do que se passava dentro, é que ela o retirava pra fora. E dava. E doava. E gostava de vê-lo sair, sempre num vermelho leitoso, sem sujar nada. Nem a mão que o pegava, nem o outro olhar que o invocara em sinestesia através da pele. Após rasgado o dorso, faz-se pena, porém. Ocorre que um coração afastado perde rítmo e cor. Coagula e azeda. Toma gosto pelo marrom bom-bom, feito estrada barrosa depois de muita chuva - cor de lama. De repente, a confusão. O perigo.
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