Tão branca, alguns fiapos na cabeça eriçados, me olhava agora de cima das costelas, deitada. Peito alto, feito esfinge, e uma graciosidade dengosa, estava já parada há um tempo. Eu aceitava sua curiosidade estranha, seus olhos feitos pra não enxergar luz. A evolução natural fê-la abdicar de detalhes pra poder ver bem à noite. Mas saber que naquele azul chegavam apenas visões vultuosas, alguma coisa me incomodava. Estirou os dedos, buscando meu rosto - as almofadas da mão ainda eram tão minúsculas! Foi que a unha escondida saltou-lhe dentre os pêlos e encravou-me os lábios. Ai. Preciso educá-la.
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