Ela comia tudo com caroço, como o pé-de-árvore a havia ensinado. E se por vezes engolia um, esperava que ele brotasse dentro dela, pra só então tirá-lo pela barriga e do fruto espremer o caldo e tomá-lo novamente, dessa vez com todas as vitaminas. Ele tirava sem cuidado as sementes, antes de chupar a fruta. Enrolava toda polpa na língua que, balançada a guela, acionava seu pisca interno, verde apaga verde. Ela era ele em dias de domingo e ele nunca era ela, mesmo nos feriados.
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